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Era uma vez um menino que nascera em um pequeno povoado. Este povoado tinha um grande rio onde se podia ver todo o céu e seria conhecido um dia por se tornar um dos maiores portos do mundo, mas esta é outra história.

 

Alessandro era o seu nome. De hábitos simples, vivia uma vida comum, em uma rua qualquer daquele pequeno povoado, sempre cheio de amigos. Como em toda cidade que tem um rio tão grande, era lá que toda a garotada se encontrava pra brincar, e navegar nas pequenas embarcações que eles mesmos construíam. Aprendiam a ficar em pé sobre as águas como em uma corda bamba, a se equilibrar, se desafiavam em competições de remo, se uniam em times, brincavam de ser homens, como que treinando para a vida. Brincadeira que Alessandro muito mais tarde descobriria ser sua grande vocação! Ele havia se transformado no melhor barqueiro das redondezas.

Cresceu tolerante, compreensivo, amoroso e generoso. Aprendeu a ser pai de si mesmo e assim sempre buscar novos horizontes. O mundo é o seu lugar de quem nunca gostou da sensação de confinamento.


O tempo foi passando e Alessandro chegou ao mundo dos homens. Aprendeu a lidar com o dinheiro e a devolver ao mundo um pouco de si. Por mais que se atirasse ao mundo, era em casa que seu coração se sentia tranquilo, e as coisas prosperavam através de suas mãos naquela família.

Um dia, sua mãe lhe avisou que queria fazer uma viagem.

Alessandro não havia entendido que sua mãe não mais voltaria e com muito amor a ajudou como pode nos preparativos para a viagem.  Chegada a hora, tomaram uma embarcação, e Alessandro assumiu o leme como de costume. A viagem levaria dias...meses talvez, mas ele comandava com presença inquebrantável. 

Durante a viagem, mãe e filho puderam conversar sobre tudo, aparar magoas (se é que elas um dia existiram) e assim olhar para o futuro com esperança. Uma vez na outra margem, sua mãe lhe pediu uma última gentileza...que a levasse para terra firme em seus braços. Olhou o com gratidão e pediu para que retornasse pois a vida o esperava do outro lado.


Alessandro voltou para a outra margem, encontrou uma bela mulher com quem se casou e teve 2 lindas filhas. Voltou a fazer esta viagem ainda muitas vezes, mas jamais imaginaria que tão cedo uma de suas filhas pediria ao pai que lhe conduzisse numa viagem à outra margem. Resignado, Alessandro iniciou os preparativos, crente de que pudesse convencê-la a voltar no meio do caminho.

A viagem foi longa, como a de sua mãe...provavelmente até mais. Disciplinado, remava...devagar e sempre, enfrentando as ondas com o melhor de si enquanto cansada, a menina dormira por dias.
Ao chegarem à outra margem a menina despertou lentamente e com os olhos transbordando de amor e gratidão, olhava o pai. Nos olhos de sua filha, Alessandro reconheceu a si mesmo, sua fortaleza e seu amor, se reconciliou com o passado e sonhou com o futuro...entendeu a vontade da filha de seguir em frente.


Ainda triste, Alessandro parecia não querer ver a filha sumir na paisagem desconhecida. Foi então que ela lhe perguntou: “Você não vai dar um abraço em sua companheira de viagem?”

Ainda sentindo este abraço, Alessandro iniciou a viagem de volta... Não para a margem de onde sempre partia, mas para si... Chegando à sua própria margem oposta, este barqueiro tem descoberto que carrega consigo o menino, o homem, o pai, o filho e o herói. Disciplina e amor, força interior que ampara...hombridade que não conhece fim. Alessandro, o defensor do homem, descobre que sua missão é a travessia.


Haveria melhor companheiro?


Alessandro Rubel